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    sexta-feira, 30 de maio de 2014

    A Cruz de Cristo


    A Cruz de Cristo
    A Cruz de Cristo

     - Analisando um acontecimento - 

    A fé cristã baseia-se em fatos, sobretudo nos que ocorreram no fim de semana que mudou o mundo: a crucificação e a ressurreição de Cristo. O cristianismo oferece uma visão da história como o palco em que Deus realiza seus maravilhosos propósitos de redenção.

    Acontecimentos precisam ser interpretados, e seus significados, desenterrados. Uma das grandes tarefas da teologia é extrair o correto significado dos grandes acontecimentos nos quais a fé cristã se baseia. Neste momento, consideraremos um acontecimento em particular: a crucificação.
    Precisamos analisar logo de início a relação entre um acontecimento e seu significado. Para alguns, pode parecer suficiente declarar que Jesus foi crucificado e ressuscitou. Para que mais?
    Comecemos concordando que é essencial à fé cristã que esses acontecimentos tenham ocorrido. Ela se esvaziaria se Jesus nunca tivesse existido, se não tivesse havido a cruz e se Jesus nunca tivesse ressuscitado. Se esses eventos não tivessem ocorrido, as credenciais do cristianismo estariam destruídas.
    No entanto, o Evangelho é mais do que uma declaração de acontecimentos históricos! A esse pensamento o reformador inglês William Tyndale se referia como “fé de um livro de histórias”.
    Há muito mais no evangelho do que a simples crença de que algumas coisas realmente aconteceram na Palestina do século I. Não são os eventos que envolveram a crucificação e a ressurreição em si, mas a importância deles para os crentes que permanecem no centro da fé cristã.
    Comparemos essas duas declarações:
    1. Jesus morreu.
    2. Jesus morreu para o perdão de nossos pecados.
    A primeira declaração é histórica, e, portanto inquestionável e muito importante, embora apenas afirme a ocorrência de um evento. A segunda declaração é também histórica, mas acrescenta algo — a interpretação da importância desse acontecimento histórico. Essa diferença é vital. Algo realmente aconteceu
    — mas há um significado mais profundo, e é essencial que ele
    seja descoberto.

    Paulo nos dá um exemplo disso quando afirma que “Cristo morreu por nossos pecados” (lCo 15:3). Não só o fato histórico da morte de Cristo é importante, mas o que esse fato significa para nós. Jesus morreu para nos trazer perdão. A morte dele nos afeta e nos traz benefícios. Quanto mais entendermos a fé,
    mais a apreciaremos! Assim, cavar mais profundamente a pedra fundamental da fé nos ajudará a melhorar nossa perspectiva do evangelho e a falar sobre ele com os outros.
    Além disso, a cruz possui uma riqueza de significado difícil de resumir brevemente. É como uma bela obra arquitetônica, como um palácio ou uma catedral. Para apreciar por completo uma construção, é preciso vê-la de vários ângulos. Precisamos examinar todos os aspectos da obra e admirar a complexidade do design e da escultura.
    Nunca apreciaremos o imenso trabalho empregado na construção, ou veremos toda sua beleza se olharmos apenas de relance. Precisamos examinar a cruz de diferentes ângulos se queremos fazer justiça à rica tapeçaria de reflexões bíblicas que há em seu significado e relevância.

    Então, o que devemos fazer a respeito da cruz?

    Podemos pensar nela como uma obra de arte — talvez uma paisagem do renascimento. Podemos permanecer distantes da pintura, tendo uma visão geral, ou podemos focar uma pequena parte dela, admirando a complexidade das pinceladas e o efeito das cores empregadas.
    Talvez a melhor maneira de “permanecermos distantes” da cruz seja ler uma das narrativas da paixão dos evangelhos, que contam a história da traição, do julgamento, da crucificação e da morte de Jesus. Essas poderosas e evocativas considerações a respeito dos últimos dias da vida terrena de Jesus nos permitirão sentir um pouco da dor que ele sofreu, a qual nos trouxe a redenção gratuita. O Filho de Deus teve de sofrer e morrer para que nós pudéssemos viver. Essa idéia é mais que o suficiente para nos pôr de joelhos.

    Podemos, então, seguir adiante e começar a analisar os detalhes da cruz. Um dos principais temas nos ensina que a penalidade de nossos pecados foi paga por Cristo na cruz.
    Nossa culpa foi removida porque ele entregou sua vida e derramou seu sangue
    purificador.
    Essa questão é colocada de forma poderosa por Cecil F. Alexander em seu famoso hino... Oh quanto, quanto nos amou:

    Não há ninguém bom o bastante
    Para pagar o preço do pecado;
    Ele é o único que pode destravar
    O portão dos céus e nos deixar entrar.

    O preço pago por Deus para nos oferecer o perdão foi alto. Seu Filho morreu para que pudéssemos ser perdoados. Essa idéia maravilhosa nos ajuda a perceber quanto Deus nos ama. E deve até nos dar uma idéia de quanto amor devemos retribuir-lhe!
    Mas como pode a morte de Cristo ter esse efeito?

    Para analisar esse ponto, devemos olhar a resposta fornecida por um teólogo profissional — o teólogo do século XI, Anselmo de Cantuária.
    "Deus criou a humanidade para que pudéssemos ter vida eterna, mas o pecado infelizmente interveio para impedir que a obtivéssemos sem ajuda. Se é para termos vida eterna, Deus terá de fazer algo a respeito.
    Deus não pode fazer de conta que o pecado não existe, ou considerá-lo irrelevante, pois o pecado é uma força que tratou de interromper tudo o que ele havia planejado para sua criação. Um remédio que desfaça os efeitos do pecado, ainda que leve seus aspectos morais a sério, deve ser encontrado".
    Anselmo deu ênfase ao pecado como problema moral. Ele não pode ser simplesmente ignorado, mas deve ser confrontado.

    Então, como a ofensa do pecado pode ser removida?
    Como pode o pecado ser perdoado justamente, de maneira que abranja tanto a ofensa causada a Deus pelo pecado quanto seu generoso amor?
    Ao responder essa questão, Anselmo formula uma analogia vinda dos tempos feudais. Na vida comum, uma ofensa contra alguém pode ser perdoada desde que algum tipo de compensação seja oferecido em contrapartida. Anselmo se refere a essa compensação como uma “satisfação”.
    Vejamos, por exemplo, um homem que rouba uma quantia de dinheiro. Para satisfazer as exigências da justiça, ele teria de devolver o dinheiro além
    de uma quantia adicional pela ofensa do roubo. Essa quantia adicional é a “satisfação”.
    Anselmo argumenta que o pecado é uma ofensa séria contra Deus, e ela exige uma satisfação. Como Deus é infinito, essa satisfação deve ser também infinita. Mas por sermos finitos, não podemos pagar por ela. Parece impossível, então, que tenhamos vida eterna.
    Mas esse não é o fim da questão! Deus deseja que sejamos salvos — e salvos de maneira a preservar tanto a misericórdia quanto a justiça dele. Embora nós, como seres humanos pecadores, devêssemos pagar pela propiciação de nosso pecado, a verdade é que não podemos.
    Simplesmente não temos os requisitos ou a habilidade para quitar esse débito.

    Em contrapartida, ainda que Deus não tenha nenhuma obrigação de pagar por isso, ele ainda assim o faria, se quisesse.

    Então, Anselmo assevera:
    "Fica claro que um Deus-homem seria, ao mesmo tempo, capaz e obrigado a pagá-la. Assim, a morte de Jesus Cristo, como o Filho de Deus, é o meio de resolver esse dilema. 
    Como ser humano, Cristo tem a obrigação de pagá-la; como Deus, ele tem a habilidade de pagá-la. A dívida, então, está paga e nós podemos recuperar a vida eterna".

    A teoria de Anselmo mostra como a morte de Cristo permite que Deus perdoe nossos pecados sem esquecer sua justiça.
    Esse pequeno exemplo de análise teológica nos mostra como a teologia nos ajuda a entender o sentido da cruz.
    A conexão entre a morte de Cristo e nossa redenção não é inexistente e tampouco arbitrária.
    Como Anselmo demonstra, há uma relação real e importante entre a cruz e o perdão. Essa relação nos permite ver o sentido da cruz e ampliar a consciência da maravilha que é nossa redenção e do Deus que graciosamente nos redime.


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